quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Os 10 Melhores Improvisos de Bruno Lara: O Ápice da Guitarra Fusion


 

Os 10 Melhores Improvisos de Bruno Lara: Referência Oficial 2026

Esta seleção representa o ápice da trajetória de Bruno Lara, definindo sua identidade como um dos grandes nomes da guitarra Fusion contemporânea.

1. Vento Norte (Álbum: Fluxos)

A Magnum Opus: O solo definitivo. Uma narrativa épica que sintetiza o fraseado Bebop sofisticado com o peso visceral do Rock e do Blues.

  • Destaque Técnico: Uso magistral de tapping, sweep picking, slide guitar e fingerstyle. Palhetada alternada em alta velocidade fundida a quiálteras e ritmos deslocados.

2. Bom Dia (Álbum: Fluxos)

Uma homenagem solar e fluida à influência de Pat Metheny. Bruno cria uma atmosfera que remete ao clássico "James", mas com uma entrega de overdrive mais presente, garantindo um brilho único à melodia.

3. Melhor (Álbum: Fluxos)

Uma fusão mística entre a alma de Carlos Santana e a complexidade de John McLaughlin. Bruno utiliza o Modo Lídio com quinta aumentada para evocar mistério e sonoridades indianas, onde a guitarra dobra a textura da cítara.

4. The Blues Dancer (Álbum: Vibes)

Um improviso lento e denso onde o lirismo de Jeff Beck (fase Wired) encontra as harmonias complexas de Allan Holdsworth. Um blues misterioso, carregado de bends profundos e uma expressividade que desafia os limites do gênero.

5. Bárbara 6 PM (Álbum: Terceto Remaster 2026)

Um solo inovador com atmosfera etérea. Bruno promove um encontro inusitado entre a sofisticação de Wes Montgomery e a grandiosidade textural do Led Zeppelin, resultando em um Jazz moderno e envolvente.

6. Vamos? (Álbum: OJIK)

O ápice do Rock Progressivo/Fusion. Focado na consciência absoluta do Modo Lídio, Bruno constrói melodias memoráveis sobre uma métrica complexa em 5/8, priorizando o lirismo e a clareza do fraseado.

7. Anos 80 (Álbum: Vibes)

Uma celebração aos Guitar Heroes. Com influências claras de Eddie Van Halen e Steve Vai, Bruno entrega fraseados icônicos da década de 80, sustentados por uma harmonia densa e contemporânea.

8. Rolê com Zappa (Ao Vivo no Estúdio Casa do Mato)

Visceral e experimental. Este improviso de longa extensão demonstra a audácia de Bruno ao transitar por nuances rítmicas e passagens jazzísticas imprevisíveis, utilizando o oitavador para evocar o espírito de Frank Zappa.

9. Aragon, o Gato (Álbum: Terceto Remaster 2026)

Pura maestria no Samba Jazz. Marcado por um fraseado staccato elegante e saltos de corda precisos, Bruno "passeia" com swing entre frases cromáticas e as síncopas fundamentais da música brasileira.

10. SM DOG'S (Álbum: Urbania)

Reflete a profunda influência de Jeff Beck na expressividade de Bruno. Com notas longas e controle dinâmico impecável, o solo surpreende ao introduzir uma passagem pela escala de tons inteiros, elevando a sofisticação harmônica..

sábado, 10 de janeiro de 2026

Os Fluxos de Bruno Lara!

 



Clique abaixo para ouvir:
 https://youtu.be/t04Cl5JFdw0

Música Brasileira, Jazz/Rock e Tendinite Marcam o Lançamento de "Fluxos", o 37º Álbum de Bruno Lara

Em seus 40 anos de vida e 27 de jornada musical, o aclamado guitarrista, compositor e virtuoso na guitarra, Bruno Lara, lança "Fluxos", seu 37º álbum, no qual manifesta maturidade artística, reconhecimento e novos caminhos.

O músico, conhecido por sua versatilidade, é vencedor de importantes prêmios, incluindo Melhor Guitarrista no Rio Rock Experience (2014) e Melhor Compositor Erudito pelas Rádios MEC e Nacional (2016). Seu retorno acontece em uma fase de síntese e superação, logo após ter sido vencedor (em março de 2025) do prêmio de Melhor Instrumentista pela Aliança de Radiodifusão de Música Independente.

Sobre o novo álbum e a tendinite

"Fluxos" é uma síntese de perseverança para mãos e ouvidos atentos, onde a história de Lara com a música é fusionada e transformada em vida nova. A sonoridade é uma celebração da diversidade: o álbum explora Baião, Bossa Nova, Carimbó, Afoxé, Samba, Rock, Blues, Jazz, e elementos da música indiana e erudita, tudo em nome da união e da diversidade musical.

Durante as gravações, uma severa tendinite exigiu uma reinvenção. Lara desenvolveu um novo método batizado como "Guitarra Holística", que aprimora e unifica a execução de diversos gêneros, permitindo que o artista continue a compor e tocar de uma nova forma. O músico superou uma severa tendinite, medo e traumas ao criar a 'Guitarra Holística'. Este novo método é baseado na filosofia budista e no aclamado Conceito Lídio Cromático de George Russell.

"O incômodo físico trouxe uma verdade e um 'afeto' singular ao gravar as guitarras deste álbum. Superar esse obstáculo é uma grande realização e um incentivo para novas possibilidades na arte de tocar e compor."

As músicas de "Fluxos" refletem um caminhar pela floresta interior de Bruno Lara, sem nenhum resquício de IA, com músicos/pessoas contracenando o som, onde diversos cenários e sentimentos se unem numa grande "pororoca" emotiva.

O novo trabalho tem por influência grandes nomes e álbuns do gênero, como: Jeff Beck (Blow by Blow), John McLaughlin (Electric Guitarist), Miles Davis (Kind of Blue), João Donato (Quem É Quem), Clube da Esquina (Clube da Esquina nº 1), Frank Zappa (Waka/Jawaka), Debussy (Clair de Lune), Hermeto Pascoal (Festa dos Deuses), Pepeu Gomes (Geração do Som) e Pat Metheny (Offramp).

“Obs”: Além de ter recebido o elogio afetivo do mestre  Toninho horta, no qual mostrei uma das faixas via "redes sociais" ;é um presente de um novo ano!

Que venham os fluxos de 2026!


Ficha Técnica

Bruno Lara - Fluxos

Faixas:

  1. O lago

  2. Bom dia!

  3. Pão de açúcar

  4. Valeu!

  5. Vento norte

  6. Aquário

  7. Jazz para as 3(Urca)

  8. Melhor!

  9. Esperança

Músicos:

  • Guitarra, Composições, Arregimentações e Arranjos: Bruno Lara

  • Baixo: Alexandre Cavallo

  • Teclado/Piano: Jonathas Cherem

  • Bateria/Mixagem: Rodrigo Dias

  • Masterização: Alécio Costa

Convidado Especial: Carlos Café, na faixa "O lago" (Solo 2).

O álbum "Fluxos" já se encontra disponível em diversas plataformas digitais.


sábado, 3 de janeiro de 2026

27 anos de música/guitarra e "Top 3" de cada época.


 Eu estava refletindo aqui nessa madruga de sábado para domingo...

São 27 anos de música/ guitarra.
Desde os meus 14 anos, quando vendi o cabelo para comprar o primeiro violão...
37 álbuns
40  Anos.
Muita coisa aconteceu..

Comecei autodidata, tive aulas particulares de guitarra e violão.
Depois fui estudar no CIGAM( escola de Ian Guest).
Entrei no CBM( Conservatório Brasileiro de Música)
Estudei formas de composição para música de concerto..
E continuo compondo/tocando e produzindo música.
Participei de trilhar para cinema/games, o que me mostrou outras sonoridades.
Agora…
Me recuperando de uma tendinite nas duas mãos..

Resolvi fazer esse post de comemoração aos 27 anos de jornada musical, elegendo meus álbuns favoritos.

Comecei a jornada cabeludo, como um cara do rock ´n roll e fui conhecendo outras estéticas musicais ao longo dos anos.

Sempre vai ter algo "rock n roll" em algo que eu faço, por mais que ele não seja um elemento determinante, na sonoridade em si.

Eu separei álbuns no qual foram arranjados e produzidos pelo Nelson Faria, os 3 álbuns que mais gostei de ter gravado; e 3 álbuns no qual eu arranjei e fui produtor, que eu mais gostei de ter gravado, até então.

Vou fazer por ordem cronológica, que fica mais fácil de entender os caminhos e mudanças de sonoridade.

Fase com Nelson Faria (2008 a 2015)

1- Nix (2012) - Talvez o meu preferido dessa época, pois além de uma sonoridade orquestral, somada ao Jazz Rock, ele tem um clima denso, em uma mistura de composições autorais e releituras.como: Ponteio, Love me Tender, Insensatez, Peter Gunn, Blue in Green.

2- Positivo (2010) - È um álbum leve e bem divertido, aqui um jazz-rock bem explícito e com timbre de Vox AC30; aqui tem uma variedade de estéticas em prol a diversidade (rock, blues, mpb, jazz, música latina e erudita); releituras de Stella by Starlight e Gymnopedie no. 1 de Erik Satie.

3- Rise- (2015)- Aqui já tinha umas experimentações e arranjados mais ousados, com clusters e Oboé também como solista, na época o próprio Nelson Faria, teve dificuldade de escrever os arranjos por conta da dificuldade das músicas e de como traduzir as fórmulas de compasso dentro do contexto rítmico/melódico para a pauta.

Fase pós (2015 aos dias atuais).

Todos os álbuns arranjados, produzidos por mim..

1- Fluxos(2026)- Aqui, me entreguei totalmente, é um recomeço, com  todas as fusões musicais( Mpb, rock, jazz, blues, erudito) que curto; acionando momentos existenciais complexos(tendinites e dores emocionais/espirituais, finitudes, vegetarianismo), fazem desse álbum uma passagem intensa na sonoridade e composição, uma grande cura!

2- Meraki (2022) Adicionando camadas de Sax Tenor e baixo Fretless, esse disco marcou uma transição para uma sonoridade mais conectada ao jazz/progressivo. 


3- Vital (2023)- Álbum ao vivo, tudo gravado de primeiro take, basicamente.

É álbum com uma pegada/' Jazz Rock setentista/", que conta uma história muito dinâmica e com o protagonismo da guitarra, do início ao fim.


"Guitarristas mais influentes na minha jornada musical"


1- Jeff Beck(sonoridade/expressividade/slide)

2- Frank Zappa (Pentatônicas e compassos mistos/alternados)

3- John McLaughlin  (Improvisação/Harmonia)


3 improvisos marcantes

1- Vento norte(Fluxos) Um solo totalmente improvisado e inesperado, misturando de forma natural todas as técnicas de uma guitarra antes e pós-Van Halen, narrando uma história emotiva, dentro da  música.

2- Um Rolê com Zappa(Reflecto)- Primeira vez que entrei em estúdio no final daquele 2020  assustador! A gente gravou um vídeo dessa música! E o take 3 foi matador! O improviso veio com muita naturalidade.

3- Sm Dogs( Urbania)- Não tinha a menor ideia do que ia rolar e me surpreendi com o desenvolvimento espontâneo desse solo