sábado, 3 de janeiro de 2026

27 anos de música/guitarra e "Top 3" de cada época.


 Eu estava refletindo aqui nessa madruga de sábado para domingo...

São 27 anos de música/ guitarra.
Desde os meus 14 anos, quando vendi o cabelo para comprar o primeiro violão...
37 álbuns
40  Anos.
Muita coisa aconteceu..

Comecei autodidata, tive aulas particulares de guitarra e violão.
Depois fui estudar no CIGAM( escola de Ian Guest).
Entrei no CBM( Conservatório Brasileiro de Música)
Estudei formas de composição para música de concerto..
E continuo compondo/tocando e produzindo música.
Participei de trilhar para cinema/games, o que me mostrou outras sonoridades.
Agora…
Me recuperando de uma tendinite nas duas mãos..

Resolvi fazer esse post de comemoração aos 27 anos de jornada musical, elegendo meus álbuns favoritos.

Comecei a jornada cabeludo, como um cara do rock ´n roll e fui conhecendo outras estéticas musicais ao longo dos anos.

Sempre vai ter algo "rock n roll" em algo que eu faço, por mais que ele não seja um elemento determinante, na sonoridade em si.

Eu separei álbuns no qual foram arranjados e produzidos pelo Nelson Faria, os 3 álbuns que mais gostei de ter gravado; e 3 álbuns no qual eu arranjei e fui produtor, que eu mais gostei de ter gravado, até então.

Vou fazer por ordem cronológica, que fica mais fácil de entender os caminhos e mudanças de sonoridade.

Fase com Nelson Faria (2008 a 2015)

1- Nix (2012) - Talvez o meu preferido dessa época, pois além de uma sonoridade orquestral, somada ao Jazz Rock, ele tem um clima denso, em uma mistura de composições autorais e releituras.como: Ponteio, Love me Tender, Insensatez, Peter Gunn, Blue in Green.

2- Positivo (2010) - È um álbum leve e bem divertido, aqui um jazz-rock bem explícito e com timbre de Vox AC30; aqui tem uma variedade de estéticas em prol a diversidade (rock, blues, mpb, jazz, música latina e erudita); releituras de Stella by Starlight e Gymnopedie no. 1 de Erik Satie.

3- Rise- (2015)- Aqui já tinha umas experimentações e arranjados mais ousados, com clusters e Oboé também como solista, na época o próprio Nelson Faria, teve dificuldade de escrever os arranjos por conta da dificuldade das músicas e de como traduzir as fórmulas de compasso dentro do contexto rítmico/melódico para a pauta.

Fase pós (2015 aos dias atuais).

Todos os álbuns arranjados, produzidos por mim..

1- Meraki (2022) Adicionando camadas de Sax Tenor e baixo Fretless, esse disco marcou uma transição para uma sonoridade mais conectada ao jazz/progressivo. 

2- Fluxos(2026)- Aqui, me entreguei totalmente, é um recomeço, com  todas as fusões musicais( Mpb, rock, jazz, blues, erudito) que curto; acionando momentos existenciais complexos(tendinites e dores emocionais/espirituais, finitudes, vegetarianismo), fazem desse álbum uma passagem intensa na sonoridade e composição, uma grande cura!

3- Vital (2023)- Álbum ao vivo, tudo gravado de primeiro take, basicamente.

É álbum com uma pegada/' Jazz Rock setentista/", que conta uma história muito dinâmica e com o protagonismo da guitarra, do início ao fim.


"Guitarristas mais influentes na minha jornada musical"


1- Jeff Beck(sonoridade/expressividade/slide)

2- Frank Zappa (Pentatônicas e compassos mistos/alternados)

3- John McLaughlin  (Improvisação/Harmonia)


3 improvisos marcantes

1- Vento norte(Fluxos) Um solo totalmente improvisado e inesperado, misturando de forma natural todas as técnicas de uma guitarra antes e pós-Van Halen, narrando uma história emotiva, dentro da  música.

2- Um Rolê com Zappa(Reflecto)- Primeira vez que entrei em estúdio no final daquele 2020  assustador! A gente gravou um vídeo dessa música! E o take 3 foi matador! O improviso veio com muita naturalidade.

3- Sm Dogs( Urbania)- Não tinha a menor ideia do que ia rolar e me surpreendi com o desenvolvimento espontâneo desse solo


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